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VOLVEM ENGANARNOS COM AS CAIXAS DE AFORROS

Written By MpDC on 31/1/10 | 11:30

O rebumbio com as Caixas de Aforros, seus encontros e desencontros, as claves que iam aparecendo nas diversas propostas-rumores que anunciavam os jornais, a aparente discrepancia entre o Sr. Nuñez Feijoo e o Sr. Rajoy… fizeronme reflexionar sobre o que estava a passar, pois poucas cousas me encaixavam.

Para mim chove sobre molhado. A Caixa de Aforros de Ourense foi vilmente vendida á Caixa de Aforros de Vigo, venta da que só tirou beneficio uma pessoa mentras que o resto dos ourensanos perdimos grande parte da obra social e cultural que nos proporcionava e perdimos todo o capital e patrimonio que a Caixa Ourense tinha; agora há que mendigar um crédito em Vigo e todo o trabalho inducido que deixava rendibilidade em Ourense realiza-se desde Vigo, dende um picheleiro até um parafuso. Os ourensanos nem rechistarom, a pesar de todas as advertencia de pessoa nom dubidosa na sua relazóm com a direita mais centralista; forom convencidos de que era o melhor, formar parte de uma Caixa forte, porque Caixa Ourense ficava muito debilitada; nós afortalamos a Caixa Vigo. Esta é a historia que ja esquecerom os ourensanos ou polo menos não pasarom factura aos que se aproveitarom da entrega.

O primeiro que penso é que o Sr. Gayoso, artífice do embarque a Caixa Ourense (no que contou com a colaboração interesadisima de pessoeiro ourensano), aplica-se o refraõ do gato escaldado e não fica disposto a correr o risco de ser engolido por Caixa Galicia. Mas tambem pensas que melhor é uma Caixa Galega que a entrada de outras de fora da nação que podem ser mais fortes e desvirtuar os nossos aforros. Gayoso fala de outro tipo de alianzas com Caixas foraneas. Méndez, sem desvotar outro tipo de alianzas, quere a Caixanova. Rajoy quere que cada Caixa galega se integre com outras de fora da nação mentras que Núñez Feijo aposta por la integração das duas Caixas Galegas, solución á que se adirem BNG e PSdG e os barões da Galiza Norte.

Comenzo a analise e o primeiro que trato de desvelar é porque Rajoy não recibe o apoio total do seu alter ego na Galiza, o Sr. Nuñez Feijoo, especialmemnte se pensamos que o mundo do Presidente de Galiza não é de este reino; o mundo do nosso presidente fica em Madrid, onde tem postos os olhos pensando, coitado, que vai alcanzar um posto no firmamento político que ja tenhem desenhado para eles os Galhardones, as Esperanzas e outros vultos da constelação pepera, por suposto madrileña.

Se desvendamos o novelo a conclussão á que chego é realmente dramatica. O Sr. Nuñez Feijoo segue sumisamente o pensamento do Sr. Rajoy, mas utiliza outros canles. O Sr. Rajoy pretende que Caja de Madrid absorva outras Caixas, constituindo uma Caixa forte em Madrid que inclua desde Levante á Galiza. Caixa com a que obsequiará a dona Esperanza Aguirre para asegurarse a sua fidelidade. E qual é o xogo do nosso presidente?; precisamente o de aparentar a sua galeguidade apostando por uma Caixa Galega única; e quando se unam Caixanova e Caixa Galicia as debilidades de esta última arrastrar-am á primeira e entrar-am numa primeira fusión virtual com Caja Madrid que ao final, ao ser a mais forte, as absorverá e os nossos aforros marchar-am a engrosar a conta de resultados de Caja Madrid e o nosso patrimonio tambem fará mais grande o patrimonio de Caja Madrid e os parafusos e picheis viram agora de Madrid. E o Sr. Nuñez Feijoo dirá que fizo todo o que pudo por uma Caixa de Aforros galega e que ao final o Conselho de Adinistração não foi quem de manter a sua independencia. E contribuirá ladinamente com o interese do seu mentor.

E Galiza volverá a ser traida polos seus proprios filhos. E tudos a chorar mentras agora, miopes ou interesados, seguimos a dar a nossa confianza aos que nos enganam.

Reflexionade.

Nemésio Barxa/ Avogado e escritor

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